domingo, 16 de maio de 2010

Almoço no Garcia & Rodrigues

Resolvi encontrar um tempinho para escrever mais das minhas aventuras. Próxima parada: Garcia & Rodrigues - o da Barra da Tijuca.
Lembrando-me do alvoroço que estava na filial do Leblon, no dia em que almocei no Aquim, resolvi arriscar no da Barra.
Ah, este não fazia reservas para o Restaurant Week. Por este motivo, optamos (eu e Erickson) por não chegar na hora do rush do almoço. Chegamos às 12h, aproximadamente.


Entrada
  • Pêra Assada com Gorgonzola e Nozes - Pêra recheada com queijo gorgonzola envolta em crocante de nozes picadas
ou
  • Creme de Couve-flor - Creme de couve-flor elaborado com creme de leite, cebola, ceboulette e alho
Prato principal
  • Medalhão de filet ao Poivre com Gratin de Batatas - Filet mignon ao molho poivre acompanhado de gratin de batatas elaborado com creme de leite e noz moscada
ou
  • Brandade de Bacalhau - Camadas de creme de bacalhau sobre lâminas de batatas temperado com azeite extra-virgem e alecrim
Sobremesa
  • Crème Brûlée - Clássico creme brulée com perfume de baunilha
ou
  • Terrine de chocolate com Maracujá - Terrine de mousse de chocolate com recheio de maracujá, interessante contraste de sabores
Na entrada, fiquei de olho na pêra, mas, no fim, não consegui vencer o preconceito. Misturar pêra com gorgonzola? Ainda era muito para minha cabeça (ou diria papilas?). Fiquei com o creme de couve-flor. Simples. Gostoso, mas simples. Parecia uma sopa básica com o sabor bem característico da couve-flor.

Erickson ficou com a pêra. Provei, obviamente, e achei um sabor bem interessante. Ainda acho que devo educar meu paladar para sabores tão exóticos.
Continuando o passeio, seguimos ao prato principal. Variamos novamente. Eu fiquei com o bacalhau e o Erickson com o Medalhão.
O bacalhau estava simplesmente au concours. Muitos sabores sutis, especiarias que, de tempos em tempos, excitavam meu paladar. O dessalinização do bacalhau foi perfeita. Tanto eu como o Erickson concordamos neste ponto; o ponto chave para se fazer um bom prato de bacalhau é saber como (e o quanto) dessalgá-lo. Acho que, desta vez, o meu parceiro comensal bem queria trocar o prato comigo.
O prato dele estava bom. Mas, me entendam, era preciso variar o acompanhamento da carne. Quero dizer, um era bacalhau, o outro, boi (ou vaca, como queiram), mas ambos vinham acompanhados de batata - por mais que cada um tivesse sua variedade própria.
Fechamos o passeio com o terrine de chocolate. Pra mim, estava com um toque de chocolate meio amargo bem interessante. Não posso dizer o mesmo pelo Erickson. De qualquer forma, ele é suspeito, já que não aprecia tanto assim o chocolate meio amargo. Combinar chocolate com maracujá? Isso não é novidade, né? Porém, sempre é bem-vindo. E, neste caso, foi muito bem aceito. A textura da terrine? Seda chinesa, acho. Daquelas em que o bicho-da-seda fez hora-extra...
Números para o restaurante:
  • Atendimento: 9,00 (atenção absoluta, porém perderam ponto ao não abrir RW no jantar e tampouco fazer reservas);
  • Entrada: 7,25 para o creme e 8,32 para a pêra (sabores exóticos sempre têm seu valor). Média: 7,785
  • Prato Principal: 10 para a brandade e 9,93 para o filet (poderiam ser mais criativos no acompanhamento). Média: 9,965
  • Sobremesa: 9,75 (em solidariedade ao Erickson, tirei 0,25)
  • Média final: 9,125
  • Situação final: Aprovado
Tanto o Garcia quanto o Rodrigues estão de parabéns. Me cativaram de verdade. Até a próxima.

sábado, 15 de maio de 2010

Jantar no Skylab

Sofisticação. Se buscarmos o sinônimo deste verbete, acredito que Skylab constará da lista.
Vamos combinar: é no 30º andar do Othon Palace, na Av. Atlântica. Já imaginou a vista? Não dá só pra imaginar. Você tem de ir pra ver com os próprios olhos.
Para não repetir a dificuldade de conseguir mesa como aconteceu no Aquim, liguei para o restaurante para fazer a reserva. Para o Restaurant Week, eles só aceitavam reservas até as 20h. Achei um pouco discriminatório, não nego. De qualquer forma, sob a ótica do restaurante, eles têm motivos para dar preferência aos clientes off-Restaurant Week. Tampouco posso reclamar, já que o horário disponibilizado era relativamente conveniente para mim. É claro que, se pudesse, faria a reserva para algo entre 21h e 22h.
Aos fatos: fomos eu e Erickson ao restaurante. Quando chegamos, fomos ofuscados pela elegância do local. O atendimento foi excepcional. Nossa mesa estava reservada bem no fundinho, próxima a uma adega farta. Pena que não era à beira da janela (me perguntei se tinha a ver com o fato de estarmos visitando o restaurante pelo evento).
Da janela, víamos a praia de Copacabana muito bem iluminada. Rioluz, coincidentemente, se esmera no cuidado da iluminação da zona sul do Rio de Janeiro.
O Cardápio era o seguinte:

Entrada:
  • Creme de alho poró com mousseline de lagosta morna
ou
  • Saladine verde com salmão gravlax e chantilly de mostarda
Prato principal:
  • Supreme de frango em molho de vinho tinto, bacon e cogumelos acompanhado por terrine de penne
ou
  • Filé de namorado em folha de repolho servido com linguini ao brócolis e concassee de tomate com laranja
Sobremesa:
  • Marquise de chocolate com calda de frutas vermelhas
Na entrada, optamos, ambos, pelo salmão, já que não nos afeiçoamos muito a lagosta. Ficamos um pouco surpresos quando o prato chegou e vimos que o salmão era cru. Me pergunto: será que "gravlax" significa cru? Não. Não é o caso. Encontrei uma informação interessante neste outro blog.
Nós dois não gostamos de carnes cruas (qualquer que seja a origem), mas não é que estavam bem interessantes? O sabor, na minha opinião, estava ótimo. Já a textura... bom, seguindo ao prato principal.
Desta vez, eu fiquei com o liguini e o Erickson, com o frango. Mantendo a tradição, trocamos provas.
O frango ao vinho tinto estava simplesmente magnífico. O sabor do molho era bem acentuado. O terrine fez o seu papel. Na verdade, nunca havia provado terrine de penne. Achei bem interessante.






Mas o protagonista dos pratos principais foi, com certeza, o meu linguini. Sem favoritismos, por favor. O concassee de tomate com laranja foi simplesmente único. Sempre sou preconceituoso com as frutas em comidas salgadas. Mas era Restaurant Week, não era? Resolvi colocar as papilas à prova. Não me arrependi. Não posso deixar de mencionar o filé de namorado. Perfeito.
Disse ao maître que o chef estava de parabéns e não é que o recado foi transmitido? Impressionante a preocupação em tratar cada cliente de forma pessoal. O chef veio até a mesa e pôde constatar pessoalmente a nossa satisfação.
Momento confissão: bebemos vinho e nem me lembro qual foi. A minha atenção estava 100% devotada aos comes.
Chegamos à sobremesa. Ficamos tristes. Não pelo advento do quitute final, mas pela rápida passagem dos anteriores. Tudo que é bom...
Neste caso, não tínhamos escolha. Ficamos com a única opção que, é claro, estava divina. Nada de sobremesas carregadas no açúcar ou na gordura. Simplesmente, uma ambrosia pra tornar qualquer mortal um semi-deus. O sabor do chocolate era suave, a textura e temperatura mais do que adequadas, enfim, mais uma obra de arte.
Findo o devaneio, hora dos números (notas de 0 a 10, onde 10 é excelente):
  • Atendimento: 10,00;
  • Entrada: 7,83 (acho que ainda tenho de aprender a gostar de carne crua);
  • Prato principal: 9,55 para o linguini, 9,32 para o frango. Média: 9,435;
  • Sobremesa: 10,00.
  • Média final: 9,345.
  • Situação final: Aprovadíssimo.
Para situações especiais, Skylab. Para as outras, Parmê. Desculpem, mas não resisti à piada.

Almoço no Aquim

E lá vamos nós, novamente, no nosso turismo gastronômico. Desta vez, fomos eu e Andrea, uma amiga do trabalho e idólatra da boa comida assim como quem escreve.
Marcamos no Aquim, no Leblon, Rio de Janeiro.
É um restaurante super aconchegante. Tão aconchegante, que chega a ser pequeno. Cabem quantos lá? 50? Por essa faixa.
Mas não posso deixar de mencionar o primor tanto no design do restaurante, quanto no da comida. Cada prato oferecido mais parecia uma obra de arte. E o sabor? Indescritível. Só experimentando para saber.
Chegando lá, havia uma fila um pouco desagradável. Havia umas 6 mesas na nossa frente e sabe-se lá quando seríamos chamados. Por uma sorte ímpar, depois de umas 2 mesas serem chamadas, as 4 seguintes desistiram (ou não ouviram o breve chamado da maître (isso já está no feminino?)). Entramos em seguida e nos acomodamos na parte externa do restaurante (a melhor, na minha concepção).
Tínhamos as seguintes opções:

Entrada:
  • Martine de Pupunha com Torradas de Focaccia e Confit de Limão Siciliano;
ou
  • Petit Gâteau de Parmegiano com Erva e Saladinha de Rúcula.
Prato principal:
  • Filé de Truta em Leite de Coco, Farofa de Gengibre e Couve Crocante;
ou
  • Risoto de Abóbora com Especiarias e Gorgonzola.
Sobremesa:
  • Coração de Laranja com Chocolate Branco e Calda de Chocolate;
ou
  • Financier de Frutas Secas com Creme de Damasco
Para entrada, ficou claro que pediríamos as duas opções. A questão era: quem iria ficar com cada uma?
Cavalheiro que sou, deixei que a Andrea escolhesse a sua antes. Não preciso nem dizer que obviamente, ela escolheu a minha preferência. Afinal, nossa afinidade está arraigada na arte de comer...
Ela ficou com o Petit Gâteau. A prova era indispensável. Pedi um "tasco" do quitute e fiquei simplesmente atordoado com a combinação de temperos. Senti cada nuance intencionada pelo chef.





Com relação à minha opção, confesso que fiquei um tanto preconceituoso quando a vi. Admito: julguei o livro pela capa. Afinal, era uma taça de martine com um creme branco e umas torradinhas ao lado. Tive tempo de sobra de me arrepender de tal leviandade.
O prato era simplesmente espetacular. O sabor da pupunha era marcante e memorável. O toque de limão siciliano também conferia uma combinação espetacular.





Ficamos ansiosos pelo prato principal. Pedimos a mesma opção (a truta), já que era muito complicado para qualquer um de nós dois abrir mão de uma truta feita no Aquim. Não posso emitir nenhum parecer sobre a outra opção (o risoto), mas acredito que seria impossível estar menos do que ótima.

Quando li "couve crocante" pensei em uma couve bem salteada que, de tão fresca, estaria levemente aldente lembrando (de longe) algo crocante.
Não foi bem assim. Imaginem batata palha. Daquelas da Elma Chips, que fazem um "crock crock" bem alto quando mastigamos. A couve estava assim. Não me venham perguntar como conseguiram esta textura inédita. Magia, talvez.
A truta estava muito boa. Não era algo mirabolante, porque truta, por si só, já é algo muito bom. O tempero estava bem preparado, mas não me apresentou novidades.
Já a farofa de gengibre foi algo totalmente novo para mim (e minhas papilas). E a combinação com a truta ficou fora de série.
Agora vamos falar sobre mesa. Quero dizer, vamos falar sobre sobremesa!
Eu e Andrea também não conseguimos resistir à autenticidade da primeira opção. Era de partir o coração. LITERALMENTE! O bolo (com textura semelhante a de um pão de ló (de elfos, acho)) de laranja era um coração perfeito. Detalhe: eu procurei o chocolate branco e não achei. Se estava entremeado na massa, não senti o sabor. Mas nem por isso, me frustrei.

Confesso que, mais tarde, até fiquei um pouco interessado no financier da senhora sentada à mesa ao lado. Mas me contive e não fiz vergonha (quase pedi para fotografar seu prato).
Bem, aos números (notas de 0 a 10, onde 10 é excelente):
  • Atendimento: 7,01. As opções de bebidas eram parcas. Só para os apreciadores de vinho, havia variedade. De olho na lei seca (e no bolso), ficamos com bebidas não alcoólicas.
  • Entrada: 10,00 para o Petit Gâteau e 9,92 para o Martine (só pra expressar que achei o primeiro melhor). Média: 9,96.
  • Prato principal: 9,63.
  • Sobremesa: 9,49.
  • Média final: 9,0225.
  • Situação final: Aprovadíssimo
Recomendo fortemente. Só não sei qual é o calibre do local. Quero dizer, será que eu tenho cacife pra voltar lá off-restaurant week? Tenho minhas dúvidas. Qualquer coisa, peço uma carta de crédito Caixa e financio o jantar em 300 meses.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Almoço no B-52

Neste dia, fomos em quatro ao restaurante. Eu, Adriana, Renata e Luís.
O B-52 é um restaurante com aquele aspecto "Outback" e oferece aqueles pratos super suculentos que descem pela artéria aorta. Mas quem disse que o que é bom necessariamente faz bem? Acho, inclusive, que o contrário ocorre. Fomos no B-52 do Shopping Tijuca.
O cardápio oferecia as seguintes opções, no almoço:

Entrada:
  • Fish Fingers (Tiras de Peixe acompanhadas de Molho Tártaro)
ou
  • Pasta Salad (Salada de Massa penne com azeitona preta, alcaparras, cogumelo, pimenta calabresa e azeite 100%)
Prato principal:
  • Chicken Crumb (Filet de frango recheado com manteiga de empanado, acompanha arroz a piamontese, batata em gomo frita e molho BBQ)
ou
  • American Flat Steak (Bife de alcatra temperado com tempero americano, acompanha arroz Branco e Vegetais)
Sobremesa:
  • English Cake (Bolo Inglês com Sorvete de Baunilha e Calda de Chocolate)
ou
  • Lemon Cake (Torta de Limão com Mel)
Aos fatos:
A garçonete que nos atendeu não parecia muito feliz e, por este motivo, nos dispensou um tratamento que eu chamaria de inadequado. Preferimos acreditar que o motivo de sua chateação era ter tomado um baita esporro pouco antes de chegarmos ao restaurante.

Na entrada, fizemos assim:
Eu e Renata ficamos com a Pasta Salad e o Luís e a Adriana (com alma mais gordinha), com os fish fingers. É claro que eu pedi para experimentar o tal "nugget" de peixe. Estava muito bom mesmo. Achei a quantidade
interessante. A pasta salad não estava ruim, mas como misturaram alcaparras com azeitonas, o sabor final acabou ficando um pouco salgado. Mas não foi nada grave.
Na hora do prato principal, a Renata fez a elegante e escolheu o American Flat Steak.

Eu, Luís e Adriana pedimos Chicken Crumb. Com relação ao prato da Renata, a carne pareceu bem suculenta e ela disse que estava relativamente boa. Porém, era visível que os legumes cozidos no vapor estavam meio "descompensados dos quartos". Pareciam aqueles vegetais congelados que compramos no mercado que, quando cozidos, ficam com um aspecto de usados e abusados.
Por outro lado, nós 3, que pedimos o Chicken Crumb, ficamos maravilhados com o prato.
O arroz a piamontese estava muito bem feito, o molho barbecue combinou muito bem com as batatas, e o frango... bom, este dispensa comentários.

Passamos à sobremesa. Bom, nem tudo são flores. A garçonete (a simpática) informou que só havia a lemon cake como opção de sobremesa. Bom, era o terceiro dia de Restaurant Week, eu realmente não esperava que o estoque deles se esgotasse em tal velocidade. Sem termos para onde correr, pedimos a torta.
Aí, as opiniões divergiram. A Formiga (que, às vezes, atende pelo nome Adriana) achou a torta muito boa (vejam bem que muito boa ≠ espetacular). O Luís (outro artópode fanático por açúcar) achou que estava boazinha. Eu achei muito doce. O mel poderia ser dispensado. Já a Renata achou vários defeitos na torta; além de doce, falou que a massa estava muito dura etc.
Falando em sobremesa, a Renata retornou ao B-52 em uma outra oportunidade e pôde provar do tal english cake.
Descrição de sua autoria: "Era bolo Pullman com sorvete Boneca.". Pra quem não sabe, Boneca é uma marca de sorvete, cuja fábrica fica em Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O sorvete Boneca é famoso pelo seu preço imbatível. Em troca, a quantidade de cristais de gelo que há no gelado...
Bem, aos números (notas de 0 a 10, onde 10 é excelente):
  • Atendimento: 4,55
  • Entrada: 9,53 para os fish fingers e 6,78 para a pasta salad. Média 8,155.
  • Prato principal: 9,55 para o chicken crumb e 7,02 para o flat steak. Média 8,285.
  • Sobremesa: 0,00 para o english cake e 5,53 para o lemon cake. Média 2,765.
  • Média final: 5,93875
  • Situação final: Reprovado
É. Acho que o B-52 não será requisitado por mim tão cedo novamente. Mas acredito no potencial do restaurante. Ainda dou votos de crédito a eles.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Rio Restaurant Week

Depois de um longo inverno...
O assunto é Restaurant Week.
Fiz uma excursão por 8 restaurantes durante o Restaurant Week do Rio de Janeiro. É o segundo ano em que o evento acontece (e que eu compareço).
As próximas postagens se dedicam às minhas aventuras (e desventuras) nos seguintes restaurantes:
  • B-52(almoço de 12/05/2010);
  • Aquim (almoço de 15/05/2010);
  • Skylab (jantar de 15/05/2010);
  • Garcia & Rodrigues (almoço de 16/05/2010);
  • Uno Grill (jantar de 16/05/2010);
  • Jasmim Manga (jantar de 22/05/2010);
  • Mensateria (almoço de 23/05/2010);
  • In House Café-Bistrô (jantar de 23/05/2010).
Vou procurar relatar minhas experiências de forma objetiva dando notas e emitindo pareceres. Afinal, o que é bom, é pra ser divulgado. O que é ruim... Bom, nesse caso, façam como queiram.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Rocambole de frango

Ontem (22/04/2010), resolvi tirar um rocambole de frango que estava no congelador há muito esquecido.
Ele vem com recheio de ricota com espinafre e já temperado. Ao descongelá-lo, dei uma pequena prova no tempero e não me afeiçoei ao sabor. Então, resolvi deturpar o que, teoricamente, já deveria estar pronto.
Ah, este eu me lembrei de fotografar antes de destruírem o prato!

Ingredientes:
  • 1 limão;
  • ½ cabeça de alho;
  • 3 batatas médias com casca;
  • sal a gosto;
  • azeite a gosto;
  • orégano a gosto;
  • margarina para untar o refratário;
  • alecrim a gosto.
Modo de fazer:
  1. Esprema o limão, soque os dentes de alho, adicione o sal e o orégano. Misture tudo até obter um molho bem temperado. Despeje-o sobre o rocambole e deixe-o marinando;
  2. Lave bem as batatas e corte-as em rodelas de 0,73cm;
  3. Unte um refratário generosamente com margarina;
  4. Coloque o rocambole bem no centro e despeje o molho (que estava no pote onde ele estava marinando) por cima do rocambole;
  5. Disponha as batatas (cruas mesmo) em volta do rocambole (elas deverão ficar o máximo possível em contato com o molho para que o absorvam durante o cozimento);
  6. Jogue azeite por cima de tudo e salpique alecrim sobre as batatas;
  7. Leve ao forno para assar com um papel alumínio por cima. Ele garantirá o cozimento interno do rocambole;
  8. Depois de, aproximadamente, 30 minutos, retire o papel alumínio e deixe assar por mais 30. A cada 10 minutos, abra o forno e, com o auxílio de uma colher, regue o rocambole com o próprio molho que está a sua volta até ficar com um dourado bonito.
Eu servi este prato com arroz branco e uma salada de tomate e alface.
Pontuações:
  • Dificuldade: 4,33
  • Rendimento: 3 pessoas
  • Tempo: 30 minutos de preparo + 1h no forno
  • Nota do rocambole: 6,32 para o rocambole (se fosse preparado sem mais nenhum tempero, ficaria insosso).
  • Nota do prato como um todo: 9,66 (a combinação ficou muito boa).

domingo, 18 de abril de 2010

Conchiglione tre sapori

Hoje, como prometi (a alguns), vou colocar a minha receita de um conchiglione que fiz na semana passada. A motivação? Uma adega cheia de vinhos pedindo uma receita pra acompanhar.
Mas então...

Ingredientes:

  • 250g pacote de conchiglione (eu usei a massa da De Cecco);
  • 100g de mussarela
  • 100g de presunto
  • 2 cebolas grandes
  • 14 tomates maduros
  • 4 colheres (sopa) margarina
  • ½ cabeça de alho
  • sal
  • azeite
  • alecrim
  • pimenta do reino

Modo de fazer:
Prólogo:
  1. Coloque a massa para cozinhar até ficar al dente. Não deixe ficar muito cozida, pois ela vai ao forno para gratinar. Lá, ela termina de cozinhar;
  2. Recheio 1: Doure as cebolas cortadas em anéis na margarina e utilize sal para temperar a gosto. Reserve-as;
  3. Recheios 2 e 3: Corte o presunto em pedaços pequenos o suficiente para caberem no interior dos conchigliones;
Molho:
  1. Corte os tomates em cubos;
  2. Doure o alho em 2 colheres de margarina e utilize sal para temperar a gosto. Adicione os tomates e deixe cozinhar para sempre. Molho sugo é assim mesmo. Demora muito pra ficar pronto;
  3. Quando o molho já estiver bem encorpado, adicione pimenta do reino a gosto. Se achar necessário, adicione, também, mais sal.
Epílogo:
  1. Unte um refratário com azeite;
  2. Separe os conchigiones em 3 porções iguais. Uma porção será recheada com presunto, outra com mussarela e a outra com a cebola dourada. Abra os conchigliones com delicadeza para que não fiquem flácidos. Em caso de dúvidas, consulte como os japoneses cultivam pérolas. É um processo similar;
  3. Espalhe-os aleatoriamente no refratário e cubra-os com o molho sugo. Procure evitar deixar massa descoberta para não ficar ressecada quando for levada ao forno;
  4. Salpique alecrim e leve ao forno.
Rendimento: 2 pessoas

Chorei muito com esta receita. Principalmente quando não tinha mais pra comer...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fracasso TOTAL

Chegou o momento de relatar uma desventura.
Hoje, me esqueci de trazer a santa marmita que me alimenta. Tive de ir comer na rua.
Perguntei aos meus colegas de trabalho (comensais) onde deveríamos ir. Depois de muita discussão, acabamos por decidir (não vou colocar a culpa em cima de uma só criatura) ir ao Restaurante Caçador (reparou o naipe do site?).
A experiência foi pééééssima do início ao fim. O pedido: picanha a carreteiro. Vou colocar em tópicos, para ser mais objetivo:
  1. O restaurante já começou mal por não ter ninguém para receber os clientes recém-chegados. Tivemos de ficar procurando por alguma alma caridosa com a boa vontade de nos arrumar uma mesa.
    Uma pobre mulher foi literalmente expulsa de uma mesa de quatro lugares que nos acomodássemos. Se não fosse minha fome alimentando minha hostilidade, nem concordaria com tal disparate).
    Ah, o restaurante também não tem ar-condicionado. Hoje, curiosamente, não está um dia típico de outono. A temperatura lá fora deve estar rondando os 35º C.
  2. Fizemos o pedido. Uma "picanha a carreteiro" com a carne bem passada. A todo momento, tínhamos de lembrar o garçom de coisas um pouco óbvias (por exemplo, se quatro vão comer, precisaremos de quatro pratos e não três...).
  3. Depois de uma certa demora (perdoável), chegou o prato. O Luís foi pegar uma fatia da picanha (muito bonita, por sinal) e de repente: "Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu". Todos nos assustamos. Mais uma investida com o garfo e mais um mugido.
    Pedimos ao garçom para retornar o prato (eu sei que o retorno é sempre precedido por um "batismo"... eu sei). Depois de uns 5 minutos, ele retorna com a picanha – na verdade, metade dela. Cá pra nós: por mais que a carne reduza de tamanho ao ser assada, ela não se reduz a 1/3 do tamanho anterior.
  4. Nos resignamos e comemos até o fim, já que somos calhordas mesmo.
  5. Pedimos a conta e as máquinas da Visa e da Mastercard. Só chegou a conta. Quando pedimos novamente as maquinetas, a resposta que tivemos foi a seguinte:
    "Ah, aqui, vocês tem de ir ao caixa pagar." (a redação é de minha autoria. O português não era dos mais afiados).

  6. Chegamos ao caixa e informei que iríamos pagar a conta de R$77,40 (barata, pelo menos) sem gorjeta. Neste momento, curiosamente, a caixa se interessou pela contenda e fez algumas perguntas às que tivemos prazer em responder. Qual foi a atitude dela? Foi até o gerente e mandou acariciar o garçom que nos atendeu na base da escova de aço (a culpa realmente era do garçom???).
Resumo da ópera: não volto mais neste restaurante bizarro (este é um termo bem aplicável para o evento).
Nota??? Prefiro não comentar by Copélia.
Eu e Renata ainda nos dispusemos a ir ao Alecrim, ali pertinho, arriscar se encontrávamos uma torta de amêndoas espetacular como nenhuma outra. Não tinha :(. Ficamos na base do picolé de coco Itália de que, cá entre, eu gosto fácil.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Almoço solitário

Hoje fui à médica de cabeça. Acho que todos deveriam, ao menos, experimentar. Eu acho interessantíssimo. É como se a nossa cabeça fosse um quarto desarrumado. Aí, nós entramos, vemos a bagunça e começamos a arrumar, jogando fora o que não presta, organizando direitinho tudo que realmente tem valor...
Mas não é sobre isso que vim falar.
Pós-terapia, na hora do almoço, sozinho e com poucas opções no shopping Nova América, resolvi retornar ao Vivenda do Camarão.
Não é que me surpreenderam? Pedi o penne com molho de strogonoff de camarão. Para um fast-food (ok, não tão fast assim) que usa um camarão mutante (sim, de onde sai tanto camarão? Só pode ser por clonagem!!!), o prato estava delicioso. Com um tempero bem marcante e uma quantidade bem razoável.
Fiquei satisfeitíssimo. Com o preço, mais ainda. R$14,00*. Dou nota 9,81. 0,19 foi descontado por conta dos experimentos genéticos que eles devem fazer com os pobres crustáceos...

*Sempre que mencionar preços, vou colocar valores efetivos. Quero dizer, as lojas expõem preços nominais (por exemplo, R$99,90), que sempre correspondem a preços efetivos que aprazem menos aos ouvidos e aos bolsos (por exemplo, R$100,00). No caso do prato lá de cima, o preço nominal era R$13,90.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Camaleão Café

Me pediram para postar as minhas aventuras (e desventuras) gastronômicas aqui no blog.
Minha amiga aqui da baia acabou de me dizer que precisa parar de comer besteira. Não entendi o que ela chama de besteira... mas isso é outro assunto.
Retornando à objetividade...
Ontem, fomos (eu, Andrea, Luís, Adriana e Renata) a um Restaurante chamado Camaleão Café. É um restaurante orgânico sensacional e tem um preço que eu chamaria de justo.
Vamos ao tour gastronômico que fiz (com notas de 0 a 10, onde 10 é excelente):
  • Talharim ao molho branco (8,53);
  • Arroz branco (7,00);
  • Lombinho ao tornedor (9,02);
  • Escondidinho de camarão carne seca (9,86);
  • Panqueca de frango ao molho vermelho (9,53);
  • Medalhão de chester ao molho shoyu (e tinha um outro ingrediente que não me lembro agora) (10,00);
  • Farofa (8,56).
Claro que tudo em pequeníssimas porções, senão hoje não entraria nas calças.
A sobremesa foi uma torta de bombom que estava boa (nota 6,74). É isso mesmo, não estava espetacular. Mas tinha um toque alcoólico que me deixou doido (sentido figurado).
Pra nos agraciar, a garçonete nos trouxe um pratinho com várias trufinhas (nota 10,00) como cortesia. Ainda bem que estavam em múltiplo de 5, caso contrário, poderia haver cizânia na mesa.
Não fui embora sem beber um espresso (nota 9,44) que, para minha felicidade, veio acompanhado de mais uma trufinha. Ah, veio também com um financier (nota 9,92).
Meus companheiros comensais ficaram com o pudim de tapioca de sobremesa
(nota 10,00), o que recomendo fortemente. Diria até que senti uma ponta de inveja deles, comparando nossas sobremesas. Espero que ninguém tenha passado mal.
Bom, é isso. Este fim de semana próximo (17/04/10 - 18/04/10), devo colocar alguma nova receita aqui.

sábado, 10 de abril de 2010

Pavê de bombom

Hoje é aniversário da minha sogra. Não vou entrar no mérito sobre o tratamento que devemos dispensar a estes seres, já que este não é o objetivo do blog.
Como não tinha um presentinho pra dar, resolvi apelar para a sedução estomacal. Vou levar um doce pra festa – um pavê de bombom. Esta é a receita. Depois conto como foi a repercussão e coloco uma fotinho.

Escala de dificuldade (de 0 a 10, onde 10 é muito difícil):
2,32

Pavê de bombom

Ingredientes
  • 200ml de leite de coco
  • 12 bombons Sonho de Valsa
  • 2 colheres de sopa de amido de milho (metonímia: maizena)
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1 lata de leite condensado
  • 2 vezes a mesma medida (da lata) de leite
  • 2 gemas
  • 500ml de creme de leite fresco
  • 1 pacote de 50g coco ralado não adoçado previamente umedecido com água*
Modo de fazer
  1. Dissolva o amido no leite, junte o leite condensado, o leite de coco e as gemas e bata tudo no liquidificador;
  2. Coloque em uma panela grande e leve ao fogo baixo mexendo até engrossar. Quando estiver um mingau, tire do fogo e deixe esfriar. Reserve;
  3. Pique os bombons em pedaços bem pequenos e forre o fundo de uma fôrma refratária. Cubra com o mingau e leve para gelar;
  4. Quando o pavê estiver gelado, bata o creme de leite fresco com o açúcar em ponto de chantilly. Misture tudo e coloque por cima do pavê. Polvilhe o coco ralado e leve para gelar até o momento de servir.
* Para umedecê-lo, adicione água aos poucos. Cuidado para não "alagar" o coco. Deixe-o repousar para que a água seja bem absorvida a mistura fique bem encorpada, com aspecto de fresco.

Julia € Eu

Bom, este é o meu primeiro blog. Pra ser sincero, não sei se vou levar a idéia muito à frente.
Mas não custa tentar, né? Não diria que desgosto da idéia. Simplesmente, acho que não terei tempo para isso.
A idéia deste espaço, em princípio, é compartilhar as minhas idéias (e as dos outros) sobre esta arte mística chamada COMER. Eu adoro COMER BEM. E, pra comer bem, nada mais conveniente do que COZINHAR – de preferência BEM. Porém, a classificação dos meus dotes culinários deixo por conta dos meus comensais (ou seriam cobaias?).
Se tem um cômodo com o qual me identifico é a cozinha. Meus melhores amigos na cozinha: o fogão, a geladeira, o liquidificador e a batedeira. Maior inimigo? Qualquer um que mexa na minha panela. Opiniões são bem-vindas. Mas que sejam dadas com a boca.
Ah, não gosto de lavar a louça.
Bom, vou ser bem objetivo. Não tenho a mínima intenção de escrever aqueles megatextos de 876 linhas que cansam a mim e ao leitor.
Por teor de informação, o título deste texto é alusão ao filme Julie & Julia. Não gostei do filme, mas, definitivamente, me identifiquei com ambas.