E lá vamos nós, novamente, no nosso turismo gastronômico. Desta vez, fomos eu e Andrea, uma amiga do trabalho e idólatra da boa comida assim como quem escreve.
Marcamos no Aquim, no Leblon, Rio de Janeiro.
É um restaurante super aconchegante. Tão aconchegante, que chega a ser pequeno. Cabem quantos lá? 50? Por essa faixa.
Mas não posso deixar de mencionar o primor tanto no design do restaurante, quanto no da comida. Cada prato oferecido mais parecia uma obra de arte. E o sabor? Indescritível. Só experimentando para saber.
Chegando lá, havia uma fila um pouco desagradável. Havia umas 6 mesas na nossa frente e sabe-se lá quando seríamos chamados. Por uma sorte ímpar, depois de umas 2 mesas serem chamadas, as 4 seguintes desistiram (ou não ouviram o breve chamado da maître (isso já está no feminino?)). Entramos em seguida e nos acomodamos na parte externa do restaurante (a melhor, na minha concepção).
Tínhamos as seguintes opções:
Entrada:
Marcamos no Aquim, no Leblon, Rio de Janeiro.
É um restaurante super aconchegante. Tão aconchegante, que chega a ser pequeno. Cabem quantos lá? 50? Por essa faixa.
Mas não posso deixar de mencionar o primor tanto no design do restaurante, quanto no da comida. Cada prato oferecido mais parecia uma obra de arte. E o sabor? Indescritível. Só experimentando para saber.
Chegando lá, havia uma fila um pouco desagradável. Havia umas 6 mesas na nossa frente e sabe-se lá quando seríamos chamados. Por uma sorte ímpar, depois de umas 2 mesas serem chamadas, as 4 seguintes desistiram (ou não ouviram o breve chamado da maître (isso já está no feminino?)). Entramos em seguida e nos acomodamos na parte externa do restaurante (a melhor, na minha concepção).
Tínhamos as seguintes opções:
Entrada:
- Martine de Pupunha com Torradas de Focaccia e Confit de Limão Siciliano;
ou
- Petit Gâteau de Parmegiano com Erva e Saladinha de Rúcula.
Prato principal:
- Filé de Truta em Leite de Coco, Farofa de Gengibre e Couve Crocante;
ou
- Risoto de Abóbora com Especiarias e Gorgonzola.
Sobremesa:
- Coração de Laranja com Chocolate Branco e Calda de Chocolate;
ou
- Financier de Frutas Secas com Creme de Damasco
Para entrada, ficou claro que pediríamos as duas opções. A questão era: quem iria ficar com cada uma?
Cavalheiro que sou, deixei que a Andrea escolhesse a sua antes. Não preciso nem dizer que obviamente, ela escolheu a minha preferência. Afinal, nossa afinidade está arraigada na arte de comer...
Ela ficou com o Petit Gâteau. A prova era indispensável. Pedi um "tasco" do quitute e fiquei simplesmente atordoado com a combinação de temperos. Senti cada nuance intencionada pelo chef.
Com relação à minha opção, confesso que fiquei um tanto preconceituoso quando a vi. Admito: julguei o livro pela capa. Afinal, era uma taça de martine com um creme branco e umas torradinhas ao lado. Tive tempo de sobra de me arrepender de tal leviandade.
O prato era simplesmente espetacular. O sabor da pupunha era marcante e memorável. O toque de limão siciliano também conferia uma combinação espetacular.
Ficamos ansiosos pelo prato principal. Pedimos a mesma opção (a truta), já que era muito complicado para qualquer um de nós dois abrir mão de uma truta feita no Aquim. Não posso emitir nenhum parecer sobre a outra opção (o risoto), mas acredito que seria impossível estar menos do que ótima.

Quando li "couve crocante" pensei em uma couve bem salteada que, de tão fresca, estaria levemente aldente lembrando (de longe) algo crocante.
Não foi bem assim. Imaginem batata palha. Daquelas da Elma Chips, que fazem um "crock crock" bem alto quando mastigamos. A couve estava assim. Não me venham perguntar como conseguiram esta textura inédita. Magia, talvez.
A truta estava muito boa. Não era algo mirabolante, porque truta, por si só, já é algo muito bom. O tempero estava bem preparado, mas não me apresentou novidades.
Já a farofa de gengibre foi algo totalmente novo para mim (e minhas papilas). E a combinação com a truta ficou fora de série.
Agora vamos falar sobre mesa. Quero dizer, vamos falar sobre sobremesa!
Eu e Andrea também não conseguimos resistir à autenticidade da primeira opção. Era de partir o coração. LITERALMENTE! O bolo (com textura semelhante a de um pão de ló (de elfos, acho)) de laranja era um coração perfeito. Detalhe: eu procurei o chocolate branco e não achei. Se estava entremeado na massa, não senti o sabor. Mas nem por isso, me frustrei.

Confesso que, mais tarde, até fiquei um pouco interessado no financier da senhora sentada à mesa ao lado. Mas me contive e não fiz vergonha (quase pedi para fotografar seu prato).
Bem, aos números (notas de 0 a 10, onde 10 é excelente):
Cavalheiro que sou, deixei que a Andrea escolhesse a sua antes. Não preciso nem dizer que obviamente, ela escolheu a minha preferência. Afinal, nossa afinidade está arraigada na arte de comer...
Ela ficou com o Petit Gâteau. A prova era indispensável. Pedi um "tasco" do quitute e fiquei simplesmente atordoado com a combinação de temperos. Senti cada nuance intencionada pelo chef.
Com relação à minha opção, confesso que fiquei um tanto preconceituoso quando a vi. Admito: julguei o livro pela capa. Afinal, era uma taça de martine com um creme branco e umas torradinhas ao lado. Tive tempo de sobra de me arrepender de tal leviandade.O prato era simplesmente espetacular. O sabor da pupunha era marcante e memorável. O toque de limão siciliano também conferia uma combinação espetacular.
Ficamos ansiosos pelo prato principal. Pedimos a mesma opção (a truta), já que era muito complicado para qualquer um de nós dois abrir mão de uma truta feita no Aquim. Não posso emitir nenhum parecer sobre a outra opção (o risoto), mas acredito que seria impossível estar menos do que ótima.

Quando li "couve crocante" pensei em uma couve bem salteada que, de tão fresca, estaria levemente aldente lembrando (de longe) algo crocante.
Não foi bem assim. Imaginem batata palha. Daquelas da Elma Chips, que fazem um "crock crock" bem alto quando mastigamos. A couve estava assim. Não me venham perguntar como conseguiram esta textura inédita. Magia, talvez.
A truta estava muito boa. Não era algo mirabolante, porque truta, por si só, já é algo muito bom. O tempero estava bem preparado, mas não me apresentou novidades.
Já a farofa de gengibre foi algo totalmente novo para mim (e minhas papilas). E a combinação com a truta ficou fora de série.
Agora vamos falar sobre mesa. Quero dizer, vamos falar sobre sobremesa!
Eu e Andrea também não conseguimos resistir à autenticidade da primeira opção. Era de partir o coração. LITERALMENTE! O bolo (com textura semelhante a de um pão de ló (de elfos, acho)) de laranja era um coração perfeito. Detalhe: eu procurei o chocolate branco e não achei. Se estava entremeado na massa, não senti o sabor. Mas nem por isso, me frustrei.

Confesso que, mais tarde, até fiquei um pouco interessado no financier da senhora sentada à mesa ao lado. Mas me contive e não fiz vergonha (quase pedi para fotografar seu prato).
Bem, aos números (notas de 0 a 10, onde 10 é excelente):
- Atendimento: 7,01. As opções de bebidas eram parcas. Só para os apreciadores de vinho, havia variedade. De olho na lei seca (e no bolso), ficamos com bebidas não alcoólicas.
- Entrada: 10,00 para o Petit Gâteau e 9,92 para o Martine (só pra expressar que achei o primeiro melhor). Média: 9,96.
- Prato principal: 9,63.
- Sobremesa: 9,49.
- Média final: 9,0225.
- Situação final: Aprovadíssimo
Recomendo fortemente. Só não sei qual é o calibre do local. Quero dizer, será que eu tenho cacife pra voltar lá off-restaurant week? Tenho minhas dúvidas. Qualquer coisa, peço uma carta de crédito Caixa e financio o jantar em 300 meses.

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