sexta-feira, 23 de abril de 2010

Rocambole de frango

Ontem (22/04/2010), resolvi tirar um rocambole de frango que estava no congelador há muito esquecido.
Ele vem com recheio de ricota com espinafre e já temperado. Ao descongelá-lo, dei uma pequena prova no tempero e não me afeiçoei ao sabor. Então, resolvi deturpar o que, teoricamente, já deveria estar pronto.
Ah, este eu me lembrei de fotografar antes de destruírem o prato!

Ingredientes:
  • 1 limão;
  • ½ cabeça de alho;
  • 3 batatas médias com casca;
  • sal a gosto;
  • azeite a gosto;
  • orégano a gosto;
  • margarina para untar o refratário;
  • alecrim a gosto.
Modo de fazer:
  1. Esprema o limão, soque os dentes de alho, adicione o sal e o orégano. Misture tudo até obter um molho bem temperado. Despeje-o sobre o rocambole e deixe-o marinando;
  2. Lave bem as batatas e corte-as em rodelas de 0,73cm;
  3. Unte um refratário generosamente com margarina;
  4. Coloque o rocambole bem no centro e despeje o molho (que estava no pote onde ele estava marinando) por cima do rocambole;
  5. Disponha as batatas (cruas mesmo) em volta do rocambole (elas deverão ficar o máximo possível em contato com o molho para que o absorvam durante o cozimento);
  6. Jogue azeite por cima de tudo e salpique alecrim sobre as batatas;
  7. Leve ao forno para assar com um papel alumínio por cima. Ele garantirá o cozimento interno do rocambole;
  8. Depois de, aproximadamente, 30 minutos, retire o papel alumínio e deixe assar por mais 30. A cada 10 minutos, abra o forno e, com o auxílio de uma colher, regue o rocambole com o próprio molho que está a sua volta até ficar com um dourado bonito.
Eu servi este prato com arroz branco e uma salada de tomate e alface.
Pontuações:
  • Dificuldade: 4,33
  • Rendimento: 3 pessoas
  • Tempo: 30 minutos de preparo + 1h no forno
  • Nota do rocambole: 6,32 para o rocambole (se fosse preparado sem mais nenhum tempero, ficaria insosso).
  • Nota do prato como um todo: 9,66 (a combinação ficou muito boa).

domingo, 18 de abril de 2010

Conchiglione tre sapori

Hoje, como prometi (a alguns), vou colocar a minha receita de um conchiglione que fiz na semana passada. A motivação? Uma adega cheia de vinhos pedindo uma receita pra acompanhar.
Mas então...

Ingredientes:

  • 250g pacote de conchiglione (eu usei a massa da De Cecco);
  • 100g de mussarela
  • 100g de presunto
  • 2 cebolas grandes
  • 14 tomates maduros
  • 4 colheres (sopa) margarina
  • ½ cabeça de alho
  • sal
  • azeite
  • alecrim
  • pimenta do reino

Modo de fazer:
Prólogo:
  1. Coloque a massa para cozinhar até ficar al dente. Não deixe ficar muito cozida, pois ela vai ao forno para gratinar. Lá, ela termina de cozinhar;
  2. Recheio 1: Doure as cebolas cortadas em anéis na margarina e utilize sal para temperar a gosto. Reserve-as;
  3. Recheios 2 e 3: Corte o presunto em pedaços pequenos o suficiente para caberem no interior dos conchigliones;
Molho:
  1. Corte os tomates em cubos;
  2. Doure o alho em 2 colheres de margarina e utilize sal para temperar a gosto. Adicione os tomates e deixe cozinhar para sempre. Molho sugo é assim mesmo. Demora muito pra ficar pronto;
  3. Quando o molho já estiver bem encorpado, adicione pimenta do reino a gosto. Se achar necessário, adicione, também, mais sal.
Epílogo:
  1. Unte um refratário com azeite;
  2. Separe os conchigiones em 3 porções iguais. Uma porção será recheada com presunto, outra com mussarela e a outra com a cebola dourada. Abra os conchigliones com delicadeza para que não fiquem flácidos. Em caso de dúvidas, consulte como os japoneses cultivam pérolas. É um processo similar;
  3. Espalhe-os aleatoriamente no refratário e cubra-os com o molho sugo. Procure evitar deixar massa descoberta para não ficar ressecada quando for levada ao forno;
  4. Salpique alecrim e leve ao forno.
Rendimento: 2 pessoas

Chorei muito com esta receita. Principalmente quando não tinha mais pra comer...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fracasso TOTAL

Chegou o momento de relatar uma desventura.
Hoje, me esqueci de trazer a santa marmita que me alimenta. Tive de ir comer na rua.
Perguntei aos meus colegas de trabalho (comensais) onde deveríamos ir. Depois de muita discussão, acabamos por decidir (não vou colocar a culpa em cima de uma só criatura) ir ao Restaurante Caçador (reparou o naipe do site?).
A experiência foi pééééssima do início ao fim. O pedido: picanha a carreteiro. Vou colocar em tópicos, para ser mais objetivo:
  1. O restaurante já começou mal por não ter ninguém para receber os clientes recém-chegados. Tivemos de ficar procurando por alguma alma caridosa com a boa vontade de nos arrumar uma mesa.
    Uma pobre mulher foi literalmente expulsa de uma mesa de quatro lugares que nos acomodássemos. Se não fosse minha fome alimentando minha hostilidade, nem concordaria com tal disparate).
    Ah, o restaurante também não tem ar-condicionado. Hoje, curiosamente, não está um dia típico de outono. A temperatura lá fora deve estar rondando os 35º C.
  2. Fizemos o pedido. Uma "picanha a carreteiro" com a carne bem passada. A todo momento, tínhamos de lembrar o garçom de coisas um pouco óbvias (por exemplo, se quatro vão comer, precisaremos de quatro pratos e não três...).
  3. Depois de uma certa demora (perdoável), chegou o prato. O Luís foi pegar uma fatia da picanha (muito bonita, por sinal) e de repente: "Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu". Todos nos assustamos. Mais uma investida com o garfo e mais um mugido.
    Pedimos ao garçom para retornar o prato (eu sei que o retorno é sempre precedido por um "batismo"... eu sei). Depois de uns 5 minutos, ele retorna com a picanha – na verdade, metade dela. Cá pra nós: por mais que a carne reduza de tamanho ao ser assada, ela não se reduz a 1/3 do tamanho anterior.
  4. Nos resignamos e comemos até o fim, já que somos calhordas mesmo.
  5. Pedimos a conta e as máquinas da Visa e da Mastercard. Só chegou a conta. Quando pedimos novamente as maquinetas, a resposta que tivemos foi a seguinte:
    "Ah, aqui, vocês tem de ir ao caixa pagar." (a redação é de minha autoria. O português não era dos mais afiados).

  6. Chegamos ao caixa e informei que iríamos pagar a conta de R$77,40 (barata, pelo menos) sem gorjeta. Neste momento, curiosamente, a caixa se interessou pela contenda e fez algumas perguntas às que tivemos prazer em responder. Qual foi a atitude dela? Foi até o gerente e mandou acariciar o garçom que nos atendeu na base da escova de aço (a culpa realmente era do garçom???).
Resumo da ópera: não volto mais neste restaurante bizarro (este é um termo bem aplicável para o evento).
Nota??? Prefiro não comentar by Copélia.
Eu e Renata ainda nos dispusemos a ir ao Alecrim, ali pertinho, arriscar se encontrávamos uma torta de amêndoas espetacular como nenhuma outra. Não tinha :(. Ficamos na base do picolé de coco Itália de que, cá entre, eu gosto fácil.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Almoço solitário

Hoje fui à médica de cabeça. Acho que todos deveriam, ao menos, experimentar. Eu acho interessantíssimo. É como se a nossa cabeça fosse um quarto desarrumado. Aí, nós entramos, vemos a bagunça e começamos a arrumar, jogando fora o que não presta, organizando direitinho tudo que realmente tem valor...
Mas não é sobre isso que vim falar.
Pós-terapia, na hora do almoço, sozinho e com poucas opções no shopping Nova América, resolvi retornar ao Vivenda do Camarão.
Não é que me surpreenderam? Pedi o penne com molho de strogonoff de camarão. Para um fast-food (ok, não tão fast assim) que usa um camarão mutante (sim, de onde sai tanto camarão? Só pode ser por clonagem!!!), o prato estava delicioso. Com um tempero bem marcante e uma quantidade bem razoável.
Fiquei satisfeitíssimo. Com o preço, mais ainda. R$14,00*. Dou nota 9,81. 0,19 foi descontado por conta dos experimentos genéticos que eles devem fazer com os pobres crustáceos...

*Sempre que mencionar preços, vou colocar valores efetivos. Quero dizer, as lojas expõem preços nominais (por exemplo, R$99,90), que sempre correspondem a preços efetivos que aprazem menos aos ouvidos e aos bolsos (por exemplo, R$100,00). No caso do prato lá de cima, o preço nominal era R$13,90.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Camaleão Café

Me pediram para postar as minhas aventuras (e desventuras) gastronômicas aqui no blog.
Minha amiga aqui da baia acabou de me dizer que precisa parar de comer besteira. Não entendi o que ela chama de besteira... mas isso é outro assunto.
Retornando à objetividade...
Ontem, fomos (eu, Andrea, Luís, Adriana e Renata) a um Restaurante chamado Camaleão Café. É um restaurante orgânico sensacional e tem um preço que eu chamaria de justo.
Vamos ao tour gastronômico que fiz (com notas de 0 a 10, onde 10 é excelente):
  • Talharim ao molho branco (8,53);
  • Arroz branco (7,00);
  • Lombinho ao tornedor (9,02);
  • Escondidinho de camarão carne seca (9,86);
  • Panqueca de frango ao molho vermelho (9,53);
  • Medalhão de chester ao molho shoyu (e tinha um outro ingrediente que não me lembro agora) (10,00);
  • Farofa (8,56).
Claro que tudo em pequeníssimas porções, senão hoje não entraria nas calças.
A sobremesa foi uma torta de bombom que estava boa (nota 6,74). É isso mesmo, não estava espetacular. Mas tinha um toque alcoólico que me deixou doido (sentido figurado).
Pra nos agraciar, a garçonete nos trouxe um pratinho com várias trufinhas (nota 10,00) como cortesia. Ainda bem que estavam em múltiplo de 5, caso contrário, poderia haver cizânia na mesa.
Não fui embora sem beber um espresso (nota 9,44) que, para minha felicidade, veio acompanhado de mais uma trufinha. Ah, veio também com um financier (nota 9,92).
Meus companheiros comensais ficaram com o pudim de tapioca de sobremesa
(nota 10,00), o que recomendo fortemente. Diria até que senti uma ponta de inveja deles, comparando nossas sobremesas. Espero que ninguém tenha passado mal.
Bom, é isso. Este fim de semana próximo (17/04/10 - 18/04/10), devo colocar alguma nova receita aqui.

sábado, 10 de abril de 2010

Pavê de bombom

Hoje é aniversário da minha sogra. Não vou entrar no mérito sobre o tratamento que devemos dispensar a estes seres, já que este não é o objetivo do blog.
Como não tinha um presentinho pra dar, resolvi apelar para a sedução estomacal. Vou levar um doce pra festa – um pavê de bombom. Esta é a receita. Depois conto como foi a repercussão e coloco uma fotinho.

Escala de dificuldade (de 0 a 10, onde 10 é muito difícil):
2,32

Pavê de bombom

Ingredientes
  • 200ml de leite de coco
  • 12 bombons Sonho de Valsa
  • 2 colheres de sopa de amido de milho (metonímia: maizena)
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1 lata de leite condensado
  • 2 vezes a mesma medida (da lata) de leite
  • 2 gemas
  • 500ml de creme de leite fresco
  • 1 pacote de 50g coco ralado não adoçado previamente umedecido com água*
Modo de fazer
  1. Dissolva o amido no leite, junte o leite condensado, o leite de coco e as gemas e bata tudo no liquidificador;
  2. Coloque em uma panela grande e leve ao fogo baixo mexendo até engrossar. Quando estiver um mingau, tire do fogo e deixe esfriar. Reserve;
  3. Pique os bombons em pedaços bem pequenos e forre o fundo de uma fôrma refratária. Cubra com o mingau e leve para gelar;
  4. Quando o pavê estiver gelado, bata o creme de leite fresco com o açúcar em ponto de chantilly. Misture tudo e coloque por cima do pavê. Polvilhe o coco ralado e leve para gelar até o momento de servir.
* Para umedecê-lo, adicione água aos poucos. Cuidado para não "alagar" o coco. Deixe-o repousar para que a água seja bem absorvida a mistura fique bem encorpada, com aspecto de fresco.

Julia € Eu

Bom, este é o meu primeiro blog. Pra ser sincero, não sei se vou levar a idéia muito à frente.
Mas não custa tentar, né? Não diria que desgosto da idéia. Simplesmente, acho que não terei tempo para isso.
A idéia deste espaço, em princípio, é compartilhar as minhas idéias (e as dos outros) sobre esta arte mística chamada COMER. Eu adoro COMER BEM. E, pra comer bem, nada mais conveniente do que COZINHAR – de preferência BEM. Porém, a classificação dos meus dotes culinários deixo por conta dos meus comensais (ou seriam cobaias?).
Se tem um cômodo com o qual me identifico é a cozinha. Meus melhores amigos na cozinha: o fogão, a geladeira, o liquidificador e a batedeira. Maior inimigo? Qualquer um que mexa na minha panela. Opiniões são bem-vindas. Mas que sejam dadas com a boca.
Ah, não gosto de lavar a louça.
Bom, vou ser bem objetivo. Não tenho a mínima intenção de escrever aqueles megatextos de 876 linhas que cansam a mim e ao leitor.
Por teor de informação, o título deste texto é alusão ao filme Julie & Julia. Não gostei do filme, mas, definitivamente, me identifiquei com ambas.